Jornal Correio do Povo – Jornal
Rural
DOMINGO, 11 DE MARÇO DE 2012
Estímulo para
a safrinha de feijão
Com praticamente
toda a área colhida no Estado, a 1 safra de feijão apresenta redução de 8,9%
na produtividade devido à seca. Como os agricultores não conseguiram obter os
mesmos 1.111 kg/ha do ano passado, a quebra na produção será de 25,25%. No
ciclo 2010/2011, foram colhidas 93 mil t. A estimativa inicial da Emater já
indicava colheita menor, de 81,6 mil t, mas a diferença aumentou no último
levantamento, que apontou safra de 69,5 mil t. Os números seriam piores não
fosse o bom desempenho da Serra e dos Campos de Cima da Serra. Detentoras de
20% da produção do RS, as regiões ampliaram a produção em 52,6%.
Segundo o presidente da Aprofeijão, Tarcísio Cereta, com a saca sendo vendida a R$ 86,64 esta semana - 18,2% a mais que no mesmo período de 2011, o produtor investiu na safrinha para recuperar o prejuízo. "Só não se plantou mais porque não tinha semente de qualidade no mercado." Ele estima área de até 30 mil ha a ser colhida em abril. |
Jornal Correio do Povo
DOMINGO, 11 DE MARÇO DE 2012
Ganho maximizado
Edgar Bullmann era um teimoso. Não confiava em
nenhum técnico agrícola que chegava à sua propriedade, localizada no município
de Santa Rosa, na região Noroeste. De tanto insistir, finalmente o veterinário
da Cooperativa Mista São Luiz (Coopermil) começou a ganhar a sua simpatia e foi
dessa forma que o então produtor de soja enveredou sobre a área da gestão da
propriedade e aderiu com força total à produção de leite. A sua mulher, Rosane,
era a que mais fazia força para que, enfim, Bullmann escutasse os técnicos.
A oportunidade foi dada por um projeto da Cooperativa Central Gaúcha de Leite (CCGL), em 150 propriedades no Estado, cujo foco era aumentar a produção e produtividade das vacas sem impactar nos custos. Como lembra o gerente de suprimento de leite da cooperativa, Jair da Silva Mello, a proposta não significa redução de desembolso, mas de custo por litro de leite. "O nosso objetivo era o de aumentar a renda do produtor por meio de melhor manejo e nutrição." Depois de dois anos, o custo médio dos produtores fica entre R$ 0,40 e R$ 0,45 e a produtividade por vaca atinge entre 25 e 30 litros por dia. Para este ano, o objetivo é dobrar o número de propriedades atendidas.
Resumindo a ópera, Bullmann, que antes tinha a produção de soja como a principal atividade e a de leite como marginal, com média de 14 litros por vaca/dia, atualmente foca toda a sua atuação no líquido branco. Hoje, ele trabalha com 27 vacas em lactação e uma captação média de 27 litros/animal. Para igualar a renda que tem com o leite em 19,5 hectares, precisaria produzir 100 sacas de soja por hectare, o que ciência nenhuma no mundo ainda conseguiu.
Resultados semelhantes teve o casal Milton e Rose Soschinski, do município de Catuípe, que, ao contrário de Bullmann, desde o início estava atento ao que traziam os técnicos em extensão rural. Eles começaram a produzir leite do zero, em 2008, e entraram no projeto em 2010.
Em menos de dois anos, conseguiram ter a produção elevada de 16 litros/vaca/dia para 25 litros/vaca/dia. E, o melhor, com custo de R$ 0,40 por litro. Como resultado, em 20 hectares, o casal consegue ter renda superior à que seria obtida se apostassem no cultivo de soja em 50 hectares.
NÚMEROS
Dados do cooperativismo no Rio Grande do Sul:
Número de cooperativas estaduais - 2.750;
O setor é responsável por 12% do PIB gaúcho;
Compram 56% do produto do agronegócio;
São responsáveis por 49% do PIB gaúcho, considerando as cadeias produtivas.
A oportunidade foi dada por um projeto da Cooperativa Central Gaúcha de Leite (CCGL), em 150 propriedades no Estado, cujo foco era aumentar a produção e produtividade das vacas sem impactar nos custos. Como lembra o gerente de suprimento de leite da cooperativa, Jair da Silva Mello, a proposta não significa redução de desembolso, mas de custo por litro de leite. "O nosso objetivo era o de aumentar a renda do produtor por meio de melhor manejo e nutrição." Depois de dois anos, o custo médio dos produtores fica entre R$ 0,40 e R$ 0,45 e a produtividade por vaca atinge entre 25 e 30 litros por dia. Para este ano, o objetivo é dobrar o número de propriedades atendidas.
Resumindo a ópera, Bullmann, que antes tinha a produção de soja como a principal atividade e a de leite como marginal, com média de 14 litros por vaca/dia, atualmente foca toda a sua atuação no líquido branco. Hoje, ele trabalha com 27 vacas em lactação e uma captação média de 27 litros/animal. Para igualar a renda que tem com o leite em 19,5 hectares, precisaria produzir 100 sacas de soja por hectare, o que ciência nenhuma no mundo ainda conseguiu.
Resultados semelhantes teve o casal Milton e Rose Soschinski, do município de Catuípe, que, ao contrário de Bullmann, desde o início estava atento ao que traziam os técnicos em extensão rural. Eles começaram a produzir leite do zero, em 2008, e entraram no projeto em 2010.
Em menos de dois anos, conseguiram ter a produção elevada de 16 litros/vaca/dia para 25 litros/vaca/dia. E, o melhor, com custo de R$ 0,40 por litro. Como resultado, em 20 hectares, o casal consegue ter renda superior à que seria obtida se apostassem no cultivo de soja em 50 hectares.
NÚMEROS
Dados do cooperativismo no Rio Grande do Sul:
Número de cooperativas estaduais - 2.750;
O setor é responsável por 12% do PIB gaúcho;
Compram 56% do produto do agronegócio;
São responsáveis por 49% do PIB gaúcho, considerando as cadeias produtivas.
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DOMINGO, 11 DE MARÇO DE 2012
Brasil é a nova potência
Ficou para trás o tempo em que os produtos industrializados do Brasil eram vistos com desconfiança pelos importadores. Jairo Hurtado Alzate viajou 4,5 mil quilômetros da Colômbia para buscar negócios na Expodireto pelo segundo ano. Ele já compra peças para tratores fabricadas no Brasil, mas de intermediários. "Quero negociar diretamente com a indústria nacional. Já falei com seis empresas." Alzate atesta que, de cinco anos para cá, a influência brasileira na produção agropecuária colombiana cresceu sensivelmente por meio do fornecimento de insumos e máquinas. Outro que viajou milhares de quilômetros em busca de boas oportunidades foi o russo Alexander Bushmin, do Median Legal Bureau (foto). O trabalho do executivo é fazer intermediação entre importadores e exportadores de Rússia e Brasil. "Temos especial interesse em tratores, plantadeiras e sistema de irrigação", disse Bushmin.
Ficou para trás o tempo em que os produtos industrializados do Brasil eram vistos com desconfiança pelos importadores. Jairo Hurtado Alzate viajou 4,5 mil quilômetros da Colômbia para buscar negócios na Expodireto pelo segundo ano. Ele já compra peças para tratores fabricadas no Brasil, mas de intermediários. "Quero negociar diretamente com a indústria nacional. Já falei com seis empresas." Alzate atesta que, de cinco anos para cá, a influência brasileira na produção agropecuária colombiana cresceu sensivelmente por meio do fornecimento de insumos e máquinas. Outro que viajou milhares de quilômetros em busca de boas oportunidades foi o russo Alexander Bushmin, do Median Legal Bureau (foto). O trabalho do executivo é fazer intermediação entre importadores e exportadores de Rússia e Brasil. "Temos especial interesse em tratores, plantadeiras e sistema de irrigação", disse Bushmin.
Jornal Correio do povo
DOMINGO, 11 DE MARÇO DE 2012
Esteio projeta
crescimento
Para o prefeito de
Esteio, Gilmar Rinaldi, a Rodovia do Parque permitirá que a cidade cresça em
área ocupada. O ponto de partida é um terreno de 600 hectares,
atualmente sem utilidade, que abrigará um loteamento industrial. Ele
inclusive comemora a atração de empresas, que já deverão começar a se
instalar na área em 2013. "Será um marco para a cidade, com
investimentos que vão aumentar a capacidade produtiva, gerar mais empregos e
trazer desenvolvimento."
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09/03/2012
Gerdau
ampliará produção nos EUA
Correio do Povo
SEXTA-FEIRA, 9 DE MARÇO DE 2012
Conab
sinaliza nova retomada do milho
Aumento
da produção do Brasil Central deve ajudar a abastecer indústria
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