quinta-feira, 31 de maio de 2012

Marketing


Marketing Olfativo se estabelece como alavanca de vendas
Marcas vêem oportunidade para impactar consumidor de forma diferente e obter receita extra
O Marketing Olfativo tem se ampliado e amadurecido no Brasil. A criação de identidades para as marcas a partir dos cheiros tem sido tão bem sucedida que, em alguns casos, os consumidores chegam a querer levar os aromas dos pontos venda para suas casas. A oportunidade foi percebida por empresas como Equus e Any Any, que extenderam suas linhas e criaram um elo com os consumidores fora das lojas a partir de produtos que carregam a essência das marcas.

Ações pontuais também são uma forma efetiva de aplicar o Marketing Olfativo. Em datas comemorativas, a ferramenta pode atrair o consumidor e potencializar as vendas. Esta foi a estratégia utilizada na última Páscoa pelas redes de supermercados Nacional e Mercadorama, do Walmart, presentes nos estados do Paraná e Rio Grande do Sul.

As empresas aromatizaram as gôndolas com cheiro de chocolate, entre os dias 6 de março e 24 de abril. Na mensuração dos resultados, a companhia contabilizou um aumento de 30% no faturamento em comparação ao mesmo período de 2010. A utilização do conceito por si só não é determinante para o desempenho das vendas, mas pode contribuir.

"O Marketing Olfativo é um adicional para promover uma experiência diferenciada. A expansão das vendas fez parte de uma estratégia maior, em que a aromatização estava inserida", afirma Sandra Valenga, Gerente de Marketing do Nacional e Mercadorama, em entrevista ao Mundo do Marketing.

Shoppings devem saber administrar conceito

O shopping Granja Vianna também realizou uma ação pontual, no Dia das Mães deste ano, usando o Marketing Olfativo. Nas compras a partir de R$ 400,00, os consumidores puderam trocar suas notas fiscais por kits de aromatização para ambientes e veículos com o perfume do shopping. A estratégia pretendia criar um vínculo emocional entre o estabelecimento, inaugurado em dezembro de 2010, e os clientes.

Além de tentar promover uma identidade olfativa, os shoppings têm o desafio de administrar o espaço ocupado pelas lojas e seus respectivos aromas, sem que o consumidor passe por uma confusão de perfumes e permitindo que cada marca tenha seu terrítório respeitado. Não há critérios que regulem este processo, mas é possível que as marcas convivam em harmonia, sem prejudicar uma a imagem da outra. O ideal é que os pontos de venda tenham cheiros próximos da temática de cada empreendimento.

"Todo shopping é construído sob um conceito para atingir um público. Isso leva em conta a seleção das lojas e marcas que farão parte do estabelecimento e poderão utilizar fragrâncias da mesma família, compondo um conjunto maior. No caso do Granja Vianna, como um shopping verde, buscamos notas florais", explica Andre Svartman, Gerente de Marketing do shopping Granja Viana ao Mundo do Marketing.

Fatores que implicam na construção da identidade olfativa

O processo de Branding Olfativo envolve etapas que estudam o conceito das marcas, cores usadas nos logotipos, visão e missão das empresas, objetivos a serem alcançados e até variações geográficas. Marcas com presença expressiva no litoral, por exemplo, buscam criar aromas que lembram o mar, enquanto empresas do interior do Brasil procuram por essências que lembrem o campo, como flores. Isso não é uma regra, mas um dos critérios de identificação.

Os objetivos também são fundamentais para a criação da identidade visual. Há certos cheiros que atuam como estimulantes, na maioria das vezes ligados à comida, como de café, chocolate e pão. Associar estes aromas aos produtos é contribui para o processo de decisão de compra. As possibilidades de aplicação do Marketing Olfativo é outra vantagem para as empresas.

"Apesar de o conceito ter um apelo para a moda, ele pode ser explorado em consultórios, clínicas de estética, aromatização de domicílios e produtos, como possibilidade para as empresas de ganhar uma receita adicional", afirma Clóvis Alves, Diretor da Agência Bio Mist, agência que trabalha com Marketing Olfativo desde 2000.

Aromatização estimula ampliação de linha

Entre as empresas que aproveitaram o sucesso do Marketing Olfativo para ampliar seus 

negócios estão a Any Any e a Equus. Assim como acontece com outras marcas, o interesse 

dos clientes pela fragrância encontrada nas lojas levou as companhias a expandirem suas 

linhas com cosméticos e aromatizadores que levam o cheiro dos pontos de venda para a 

casa dos consumidores.

A Any Any já nasceu com uma identidade olfativa, em 1994. "Em 1996, as consumidoras já 

manifestavam interesse em levar para casa o aroma das nossas lojas. Foi aí que 

enxergamos a oportunidade para criar uma linha de cosméticos da marca. Hoje, contamos 

com sachês decorados e difusores de ar com a fragrância da Any Any", diz Camila Meurer, 

Coordenadora de Marketing da empresa especializada em underwear feminino e masculino, 

em entrevista ao portal.

Embora a venda destes produtos representem 6% do faturamento, o maior benefício é 

manter a marca na memória dos clientes. A Equus também lançou um home spray, em 2007, 

com o  cheiro das lojas, após iniciar sua estratégia de aromatização, em 2005. Um dos 

fatores que podem ter estimulado os consumidores a desejar adquirir a essência é o 

perfume deixado nos produtos da marca de jeans.

"Ao levar o aroma da Equus para casa, permitimos ao consumidor estar em contato com a 

marca por mais tempo. Assim, começamos a fazer parte do dia a dia dos clientes, 

inconscientemente. Mesmo que o home spray represente apenas 2% das vendas, tornar a 

marca familiar para os consumidores é o maior benefício ao utilizar o Marketing Olfativo, 

explica Priscila Tesser, Gerente de Marketing da Equus. 

 Fonte: www.administradores.com.br

Gestão de Pessoas

HABILIDADES INTERPESSOAIS
“Reportagem do site administradores.com postada no dia 10 de maio de 2012”

1.       O que é habilidade interpessoal

            É o talento de lidar com as emoções nas relações, interpretar adequadamente as situações e as redes sociais, persuadir, negociar, resolver conflitos, cooperar e trabalhar em grupo. Para ser efetivo no mundo corporativo, é necessário construir sólidas pontes ao nosso redor e tendo essa habilidade pode ajudar muito no crescimento profissional.

1.1. Confira 10 dicas para melhorar a habilidade interpessoal

1.1.1.        Coloque-se no lugar do outro;

            Uma pessoa é diferente da outra.

1.1.2.        Adapte a sua abordagem;

            Interprete o seu público, pense em cada interação como se a outra pessoa fosse um cliente que você quer conquistar. Como você criaria uma abordagem efetiva?
            Quanto mais você deixar que a outra pessoa de o primeiro passo e falem no início da interação, mais você saberá sobre elas para poder adaptar sua abordagem

1.1.4.        Ouça ativamente

            Pessoas com habilidade nos relacionamentos interpessoais são boas ouvintes.

1.1.5.        Fale mais de si mesmo

            Fale o que pensa sobre um tema corporativo e pergunte pelo ponto de vista dos demais.

1.1.6.        Administre a linguagem não verbal

            Manter o olho no olho, concordar com a cabeça quando o outro está falando, além de falar com ritmo e de maneira agradável, faz uma enorme diferença no processo interativo.

1.1.7.        Abrace as diferenças

            Os princípios da habilidade nos relacionamentos interpessoais são os mesmos, independentemente do público-alvo.

1.1.8.        Tome a iniciativa

            Estenda a mão primeiro, mantenha o contato visual, faça a primeira pergunta, pratique num ambiente de baixo risco, conversando com estranhos fora do local de trabalho.

1.1.9.        Lide habilmente com quem você não gosta

            Não permita que alguém seja capaz de distinguir se são seus amigos ou não.
      Pratique o aikidô, a arte milenar que foi resultada de um amplo estudo, pesquisa e treinamento de diversas artes marciais japonesa. É conhecida também como a “Arte da Paz”.
Consiste em absorver a energia do adversário, utilizando-a a seu favor para dominá-lo, respeitando e superando as dificuldades e limitações do seu corpo aprendendo assim, a reconhecer e a respeitar as dificuldades e as limitações dos outros.

Produtividade


Como remunerar funcionários por produtividade?

Respondido por Othamar Gama Filho, especialista em gestão de pessoas
Fonte: Revista Exame, 11/05/2012
Remuneração por produtividade é hoje um valor central na cultura de muitas empresas bem sucedidas. Não existe área mais fácil de mensurar produtividade que a área comercial, pois ou o vendedor vende ou não vende. É muito mais difícil, no entanto, mensurar e controlar a produtividade de outras áreas e atribuir um valor para cada tarefa bem realizada.  
Desenvolver um plano de remuneração por produtividade requer planejamento, implementação e principalmente disciplina dos gestores para acompanhar os resultados mês após mês. Existem hoje alguns softwares de “talent management” que facilitam o monitoramento e cálculo desses resultados, mas você pode também iniciar com uma planilha, pois os princípios básicos são os mesmos.
Defina os principais objetivos da função, quais tarefas são necessárias para atingir cada um desses objetivos, um peso cada uma das atividades, quais níveis de entrega dessa tarefa e crie uma remuneração extra, normalmente baseada em uma porcentagem do salário atual dessa pessoa, para cada uma das faixas de entrega que você considerar.Por exemplo, para o cargo de telefonista ativo, o objetivo seria marcar reuniões e as tarefas seriam encontrar possíveis contatos viáveis, falar com esses contatos e agendar as reuniões.
Os pesos e níveis de entrega poderiam ser os seguintes:
encontrar contatos equivale a 20%, falar com contatos seria 30% e agendar as reuniões, 50%. Para cada uma das tarefas, ele poderia ter um desempenho insatisfatório (0%), satisfatório (50%) e acima das expectativas (100%), conforme as metas estabelecidas. 
Na planilha de remuneração por produtividade, a classificação sugerida é que se ele somar de 0% a 50% nas três atividades, não leva bônus. Se ficar entre 51% e 70%, ganha mais 10% do salário atual. Se for entre 71% e 100%, o bônus pode chegar a 20% do salário.
Um exemplo de avaliação ficaria assim: se ele conseguiu 25 contatos, ficou acima das expectativas e com 20%. Com isso, foram 10 telefonemas bem sucedidos, o que o classifica como satisfatório e lhe daria 15%. Por fim, foram 4 reuniões agendadas, com um valor de 25%. No total, 60%. Ou seja, o colaborador será remunerado com seu salário base mais um bônus de 10%.
Você pode decidir fazer esse acompanhamento todo mês, semestre ou ano. O mais difícil é o acompanhamento com disciplina dessas métricas.  

terça-feira, 29 de maio de 2012

Principais notícias da semana sobre NEGOCIAÇÃO


Petrobras anuncia nova reserva de pré-sal
            Junto com as sócias Repsol e Statoil na área da bacia de Campos, a Petrobras anunciou a descoberta de hidrocarbonetos em uma nova área, com volume capaz de produzir 1,2 bilhão de barris de óleo equivalente, ou mais de 700 milhões de barris de óleo leve. 
            A perfuração aconteceu no posto "Pão de Açúcar", que fica entre os municípios de Campos e Macaé, a 195 quilômetros da costa do Estado do Rio de Janeiro. Depois do anúncio, as ações da Repsol chegaram a subir mais de 3% na Bolsa de Madrid, fechando o pregão com alta de 0,45%.

 Rumores de venda do Santander agitam mercado
            Na quarta-feira, circulou a notícia que o Banco do Brasil estaria interessado em uma fatia do Santander, que buscava compradores em função da crise na Espanha, onde fica sua matriz. Na quinta, especulou-se que a presidente Dilma Rousseff teria barrado o envolvimento do banco estatal na operação. No dia seguinte, foi a vez de executivos de “de alto escalão” confirmarem ao Estadão que o Santander de fato buscava um comprador para uma fatia de 30% a 40% dos negócios. 
            A venda buscaria levantar recursos para cumprir as novas exigências do governo espanhol, que quer 30 bilhões de euros a mais de provisões das instituições financeiras. Segundo informações apuradas por EXAME.com, Itaú, BTG e Bradesco estariam entre os interessados no banco, com BB e Bradesco entre os mais cotados para fechar a operação.

Facebook de olho na Opera
            O site The Next Web divulgou que a maior rede social do mundo estaria negociando a compra da Opera, empresa norueguesa de navegadores para smarthphones, tablets e desktops. O objetivo seria competir com Google e Microsoft na guerra de browsers. A experiência da Opera também seria usada para desenvolver anúncios para dispositivos móveis.
            Como se sabe, o Facebook não consegue rentabilizar o acesso via celulares com publicidade, apesar de registrar um crescimento meteórico no uso da rede com smartphones. Segundo analistas, a Opera teria cerca de 200 milhões de usuários nos seus navegadores móveis, conhecidos como Opera Mini e Opera Mobile. Em desktops, a participação da empresa seria de apenas 1,7%. 

Ambev ganha carta branca para vender "litrão"
            O Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) arquivou processo movido pela Kaiser e pela Associação Brasileira de Bebidas (Abrabe) contra a Ambev. O motivo foi a venda da garrafa de cerveja de um litro com a marca da Ambev.
            Na visão da Abrabe, a gravação impediria o compartilhamento entre as garrafas, o que já acontece com os vasilhames de 600ml.          
            Como a Ambev abocanha quase 70% do mercado de cervejas, a prática poderia diminuir a competição e dificultar a entrada de novas concorrentes. Para o Cade, no entanto, não houve conduta anticoncorrencial na estratégia comercial da empresa

Família Gradin vai construir fábrica de etanol
            A GraalBio, empresa de biotecnologia da família Gradin, irá construir uma fábrica de 300 milhões de reais em Alagoas. A refinaria de etanol celulósico poderá produzir 82 milhões de litros de etanol, utilizando o bagaço e a palha da cana-de-açúcar. A previsão é que ela se torne operacional no fim do ano que vem.
            A empresa está entre as apostas da família Gradin, conhecida pela disputa travada com os Odebrecht, de quem são sócios minoritários no Grupo Odebrecht.

Klein contrata assessoria para comprar Via Varejo
            A família Klein quer retomar o negócio de eletrodomésticos das mãos do Pão de Açúcar. Citigroup e Arion Capital teriam sido contratados para assessorar a compra de parte da Via Varejo, em uma transação estimada em até 3,5 bilhões de reais.
            Hoje, Samuel Klein e seu filho Michael têm uma fatia de 47% na Via Varejo, braço que detém as bandeiras Casas Bahia, Ponto Frio e a parte de e-commerce da companhia. O grupo Pão de Açúcar, dono dos 52% restantes, afirmou em nota não ter recebido qualquer proposta para a venda de sua participação.

Americana General Mills compra Yoki
            Depois de uma negociação que começou em fevereiro, a Yoki Alimentos entrou no portfólio da General Mills, empresa global de alimentos com sede em Minnesota, nos Estados Unidos. A transação deverá ser concluída na primeira metade do ano fiscal da General Mills, que começa nesta segunda (28/05/212).
            O mercado estima que a transação tenha movimentado 2 bilhões de reais. Em 2011, a Yoki arrecadou 1,1 bilhão de reais em vendas. Entre seus produtos, estão amendoins, farofas e sucos - ao todo, são mais de 610 itens diferentes. O quadro de funcionários da empresa conta com aproximadamente 5.000 pessoas no Brasil.

BlackRock compra fatia da Fórmula 1
            A empresa de private equity CVC Capital vendeu uma participação de 1,6 bilhão de dólares da Fórmula 1 a três investidores: a gestora BlackRock, além da Waddell & Reed e a Norges Bank Investment Management, unidade do banco central norueguês. 
            Avaliada em aproximadamente 7 bilhões de dólares com a transação, a F-1 também planeja abrir capital em Cingapura. Com a oferta inicial de ações, deverão ser levantados 3 bilhões de dólares no mercado.

“Nunca se esqueça de um cliente; e nunca deixe que um cliente se esqueça de você”.
Walter Reuter
Fonte: