sexta-feira, 30 de março de 2012

Produtividade

Jornal Correio do Povo – Jornal Rural

DOMINGO, 11 DE MARÇO DE 2012

Estímulo para a safrinha de feijão

Frente a bons preços, produtor espera recuperar prejuízo com replantio
Crédito: lula helfer / cp memória
Frente a bons preços, produtor espera recuperar prejuízo com replantio

Com praticamente toda a área colhida no Estado, a 1 safra de feijão apresenta redução de 8,9% na produtividade devido à seca. Como os agricultores não conseguiram obter os mesmos 1.111 kg/ha do ano passado, a quebra na produção será de 25,25%. No ciclo 2010/2011, foram colhidas 93 mil t. A estimativa inicial da Emater já indicava colheita menor, de 81,6 mil t, mas a diferença aumentou no último levantamento, que apontou safra de 69,5 mil t. Os números seriam piores não fosse o bom desempenho da Serra e dos Campos de Cima da Serra. Detentoras de 20% da produção do RS, as regiões ampliaram a produção em 52,6%.

Segundo o presidente da Aprofeijão, Tarcísio Cereta, com a saca sendo vendida a R$ 86,64 esta semana - 18,2% a mais que no mesmo período de 2011, o produtor investiu na safrinha para recuperar o prejuízo. "Só não se plantou mais porque não tinha semente de qualidade no mercado." Ele estima área de até 30 mil ha a ser colhida em abril.

 Jornal Correio do Povo

DOMINGO, 11 DE MARÇO DE 2012

Ganho maximizado

Edgar Bullmann era um teimoso. Não confiava em nenhum técnico agrícola que chegava à sua propriedade, localizada no município de Santa Rosa, na região Noroeste. De tanto insistir, finalmente o veterinário da Cooperativa Mista São Luiz (Coopermil) começou a ganhar a sua simpatia e foi dessa forma que o então produtor de soja enveredou sobre a área da gestão da propriedade e aderiu com força total à produção de leite. A sua mulher, Rosane, era a que mais fazia força para que, enfim, Bullmann escutasse os técnicos.

A oportunidade foi dada por um projeto da Cooperativa Central Gaúcha de Leite (CCGL), em 150 propriedades no Estado, cujo foco era aumentar a produção e produtividade das vacas sem impactar nos custos. Como lembra o gerente de suprimento de leite da cooperativa, Jair da Silva Mello, a proposta não significa redução de desembolso, mas de custo por litro de leite. "O nosso objetivo era o de aumentar a renda do produtor por meio de melhor manejo e nutrição." Depois de dois anos, o custo médio dos produtores fica entre R$ 0,40 e R$ 0,45 e a produtividade por vaca atinge entre 25 e 30 litros por dia. Para este ano, o objetivo é dobrar o número de propriedades atendidas.

Resumindo a ópera, Bullmann, que antes tinha a produção de soja como a principal atividade e a de leite como marginal, com média de 14 litros por vaca/dia, atualmente foca toda a sua atuação no líquido branco. Hoje, ele trabalha com 27 vacas em lactação e uma captação média de 27 litros/animal. Para igualar a renda que tem com o leite em 19,5 hectares, precisaria produzir 100 sacas de soja por hectare, o que ciência nenhuma no mundo ainda conseguiu.

Resultados semelhantes teve o casal Milton e Rose Soschinski, do município de Catuípe, que, ao contrário de Bullmann, desde o início estava atento ao que traziam os técnicos em extensão rural. Eles começaram a produzir leite do zero, em 2008, e entraram no projeto em 2010.

Em menos de dois anos, conseguiram ter a produção elevada de 16 litros/vaca/dia para 25 litros/vaca/dia. E, o melhor, com custo de R$ 0,40 por litro. Como resultado, em 20 hectares, o casal consegue ter renda superior à que seria obtida se apostassem no cultivo de soja em 50 hectares.

NÚMEROS

Dados do cooperativismo no Rio Grande do Sul:

Número de cooperativas estaduais - 2.750;

O setor é responsável por 12% do PIB gaúcho;

Compram 56% do produto do agronegócio;

São responsáveis por 49% do PIB gaúcho, considerando as cadeias produtivas.


 Jornal Correio do Povo
DOMINGO, 11 DE MARÇO DE 2012


Brasil é a nova potência

Ficou para trás o tempo em que os produtos industrializados do Brasil eram vistos com desconfiança pelos importadores. Jairo Hurtado Alzate viajou 4,5 mil quilômetros da Colômbia para buscar negócios na Expodireto pelo segundo ano. Ele já compra peças para tratores fabricadas no Brasil, mas de intermediários. "Quero negociar diretamente com a indústria nacional. Já falei com seis empresas." Alzate atesta que, de cinco anos para cá, a influência brasileira na produção agropecuária colombiana cresceu sensivelmente por meio do fornecimento de insumos e máquinas. Outro que viajou milhares de quilômetros em busca de boas oportunidades foi o russo Alexander Bushmin, do Median Legal Bureau (foto). O trabalho do executivo é fazer intermediação entre importadores e exportadores de Rússia e Brasil. "Temos especial interesse em tratores, plantadeiras e sistema de irrigação", disse Bushmin.

Jornal Correio do povo
DOMINGO, 11 DE MARÇO DE 2012
Esteio projeta crescimento
Para o prefeito de Esteio, Gilmar Rinaldi, a Rodovia do Parque permitirá que a cidade cresça em área ocupada. O ponto de partida é um terreno de 600 hectares, atualmente sem utilidade, que abrigará um loteamento industrial. Ele inclusive comemora a atração de empresas, que já deverão começar a se instalar na área em 2013. "Será um marco para a cidade, com investimentos que vão aumentar a capacidade produtiva, gerar mais empregos e trazer desenvolvimento."
Jornal Correio do Povo
09/03/2012
Gerdau ampliará produção nos EUA
Rio - O presidente do Conselho de Administração do grupo Gerdau, Jorge Gerdau Johannpeter, disse ontem que a empresa está ampliando em 25% sua capacidade de produção de aços especiais nos Estados Unidos.

Segundo ele, a retomada da atividade econômica no país tem elevado a demanda por esse tipo de produto, principalmente por parte da indústria automotiva. Gerdau, no entanto, não detalhou qual o período para que essa ampliação seja concluída.

O empresário disse ainda que algumas das unidades estão operando no limite da capacidade. "Temos usinas nos EUA, principalmente no segmento de automóveis, em que estamos trabalhando a 100% da capacidade."
Correio do Povo
SEXTA-FEIRA, 9 DE MARÇO DE 2012
Conab sinaliza nova retomada do milho
Aumento da produção do Brasil Central deve ajudar a abastecer indústria
No Rio Grande do Sul, lavoura do cereal segue com previsão de quebra de 44,8%
Crédito: vinícius roratto
No Rio Grande do Sul, lavoura do cereal segue com previsão de quebra de 44,8%
O sexto levantamento divulgado ontem pela Conab indicou leve recuperação na produção nacional de milho, frente ao estudo de fevereiro. Segundo o superintendente da Conab/RS, Glauto Melo, a alta de 872,2 mil toneladas em relação ao estudo passado, deve-se à evolução da safrinha no MT, PR, GO e MS. Com isso, o Brasil deve colher 61,7 milhões t do cereal, o que representa aumento de 7,4% em comparação com 2011. Em dezembro, a estimativa era de 58,9 milhões de t. A retomada é um sinal positivo para a indústria de aves e suínos, pois sinaliza uma menor pressão sobre o mercado nacional já que, no RS, a safra do grão despencou 44,8% com a seca. Contudo, o diretor-executivo da Asgav, José Eduardo do Santos, alerta que é preciso que o governo tenha controle das exportações.

Em relação ao RS, a previsão de safra é de 21,7 milhões de t. Melo acredita que a pesquisa de abril deve trazer números melhores para arroz e soja no Estado devido às chuvas registradas em fevereiro. Quanto aos números gaúchos, houve pequena variação para mais apenas nas lavouras de arroz e feijão, cuja produção passou para 7,04 milhões de t e 98,8 mil t. Na soja, a previsão é de queda de 28,9%.


 Correio do Povo
SEXTA-FEIRA, 9 DE MARÇO DE 2012
Embrapa desafia a produzir mais
Sérgio Dotto destaca potencial de ampliar área cultivada com o cereal
Crédito: vinícius roratto
Sérgio Dotto destaca potencial de ampliar área cultivada com o cereal

O Estado deve plantar mais trigo e chorar menos. O desafio foi feito pelo diretor-geral da Embrapa Trigo, Sérgio Roberto Dotto, em palestra no Fórum do Trigo na Expodireto. Segundo Dotto, o RS lançou na última safra apenas 830 mil hectares de trigo com um produtividade de 2,7 mil quilos/ha, mas pode chegar facilmente a 1,5 milhão de ha. Sérgio Dotto instigou a plateia a pensar em produzir trigo para exportação principalmente para a África. Disse que a qualidade do trigo produzida no Brasil é superior ao da Europa e da Rússia. Uma nova estratégia de desenvolvimento do setor será colocada em prática hoje. O BRDE, a Câmara Setorial do Trigo e o Sinditrigo realizam a primeira rodada internacional de negócios na Expodireto. O diretor do BRDE, José Hermeto Hoffmann, explica que esse envolvimento é uma inovação para um sistema financeiro, mas é uma estratégia de governo incentivar o setor. "Quando tem frustração no verão tem que investir no inverno, mas a preocupação é como escoar a produção. Precisamos encontrar esse caminho." Participam 11 cooperativas, quatro cerealistas, quatro moageiras e 11 países.

Fiat paralisa produção na Argentina por falta de materiais

A paralisação, a segunda da fábrica da Fiat em Córdoba nos últimos três meses, afeta cerca de 1.700 trabalhadores e pode se prolongar até a segunda-feira

  Buenos Aires - A indústria automotiva Fiat Argentina suspendeu a produção durante dois dias em sua fábrica de Córdoba por falta de materiais procedentes do Brasil e de provedores nacionais, e para adequar a linha a um novo modelo de automóvel, disseram fontes da companhia nesta sexta-feira à Agência Efe.
A paralisação, a segunda da fábrica da Fiat em Córdoba nos últimos três meses, afeta cerca de 1.700 trabalhadores e pode se prolongar até a segunda-feira.
Os materiais que forçaram a interrupção da produção são o suporte do motor, procedente do Brasil, e o revestimento do habitáculo, de provedores locais.
Os impedimentos às importações se emolduram na política de proteção à indústria nacional iniciada pelo Governo argentino, que provocou um mal-estar entre seus parceiros do Mercosul.


COMERCIO E AGRICULTURA TÊM EXPANSÃO DO MERCADO DE TRABALHO EM FEVEREIRO

Seis dos oito setores econômicos acompanhado pelo Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) do Ministério do trabalho contrataram mais do que demitiram em fevereiro.
A construção civil, com saldo de 27.811 empregados, e a indústria de transformação com 19.609, aparecem na seqüência dos melhores desempenho setoriais.
Os dois setores que registraram mais demissões do que contratações foram o comércio, com saldo negativo de 6.645 empregos, e a agricultura, que fechou 425 postos de trabalhos.
Entre as regiões, a que melhor apresentou desempenho foi a Sudeste com 93.266 vagas de trabalho, em seguida a Região Sul 39.522), Centro-Oeste 23.457 e Norte 3.965. A região Nordeste foi a única que registrou saldo negativo perdendo liquidamente 9.610 empregos.
Dos 21 estados, em sete houve mais demissões do que contratações. O pior resultado foi no Amazonas.
Em fevereiro, o Brasil criou 150,6 mil empregos formais.

Uso de agrotóxicos segue lógica do lucro, diz MST

O uso de agrotóxicos nas lavouras brasileiras, como forma de elevar a produtividade no campo, foi criticado pelo coordenador do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), João Pedro Stédile.
De acordo com o ativista que lançou no ano passado a Campanha permanente contra os agrotóxicos e pela Vida, o Brasil deveria proibir totalmente o uso desse tipo de produto. Ele acredita que a utilização dessas substâncias está ligada apenas à lógica mercadológica de aumento de lucros.



Nenhum comentário:

Postar um comentário