1- Natura
Presente em mais
de 15 países, com faturamento de R$ 5,1 bilhões em 2010, a Natura é uma empresa
conhecida por ter a sustentabilidade em seu DNA. E uma das principais
referências da empresa nessa área é o programa de Logística Reversa, que
compreende uma série de estudos e ações para monitorar o ciclo de vida das
embalagens recicláveis de seus cremes, xampus e maquiagens. O projeto consiste
em utilizar a logística já existente para retirar de circulação essas
embalagens e materiais de divulgação já usados, para encaminhá-los à
reciclagem.
Outro projeto
importante é o Carbono Neutro, que tem como objetivo reduzir as emissões
provenientes das atividades em toda a cadeia de negócios da empresa. Desde 2001
é feito um monitoramento a partir do método de Avaliação de Ciclo de Vida (ACV)
dos produtos, que permite quantificar e mensurar os impactos ambientais. Uma
das principais iniciativas, fruto desse programa, foi o desenvolvimento de
embalagens de polietileno verde, produzido a partir da cana-de-açúcar 100%
reciclável.
2 - Marfrig
Em meados de
2010, a Seara Alimentos, do grupo Marfrig, iniciou o processo de troca do
combustível utilizado em suas caldeiras industriais. Nas fábricas de
Jacarezinho, (PR) e de Criciúma (SC), o óleo BPF, derivado do petróleo, foi
substituído por um óleo vegetal feito à base de resíduos de soja.
Com isso, a
empresa substituiu um combustível fóssil por outro renovável e ecologicamente
correto. A previsão é de que mais cinco plantas de São Paulo e de Mato Grosso
do Sul passem a utilizar o produto até o final de 2012. A velocidade da
implementação do projeto nessas unidades depende de dois fatores: encontrar os
fornecedores adequados dos resíduos do grão e empresas que transformem essa
matéria-prima em bióleo.
3 - McDonald's
O mesmo óleo que frita as batatas, nuggets
e tortinhas do McDonald's vai movimentar os veículos que levam os alimentos às
unidades da rede de fast-food em São Paulo. A Arcos Dourados, que controla a
rede americana de lanchonetes na América Latina desde 2007, e sua operadora
logística Martin-Brower passaram os últimos 18 meses desenvolvendo e testando
um projeto para reutilizar o óleo de fritura no transporte e permitir a
economia de combustíveis.
O projeto-piloto
abrange dez unidades em São Paulo, abastecidas pelo centro de distribuição em
Osasco (SP), responsável por 70% dos insumos. Os parceiros são a Volkswagen e
as fabricantes de motores Cummins e MWM International, que produziram quatro
veículos com 20% de biodiesel e um veículo capaz de rodar apenas com o
combustível sustentável.
Após um ano de
testes, percebemos que os caminhões com 20% de biodiesel consumiram apenas 5%
mais do que os alimentados por diesel comum, afirma Celso Cruz, diretor da
cadeia de suprimentos da Arcos Dourados. Ficou dentro do esperado porque,
embora o biocombustível tenha menor poder calórico, por ser mais barato que o
diesel, ainda traz recompensa econômica.
O processo de
transformação do óleo em biodiesel acontece em uma usina em Sumaré, no interior
de São Paulo. Com o projeto-piloto aprovado, a empresa estuda, no momento, a
ampliação da iniciativa.
4 - Pão de Açúcar
O maior grupo de
varejo do Brasil, o Pão de Açúcar, foi um dos pioneiros no Brasil no uso de
práticas de sustentabilidade. Além dos chamados três Rs reduzir, reutilizar e
reciclar a companhia colocou na equação mais três elementos: conscientizar,
engajar e educar.
Elegemos três públicos-alvo para levar esta
estratégia a cabo: os clientes, os colaboradores e os participantes da cadeia
de valor, como fornecedores e provedores de soluções, afirma Hugo Bethlem,
vice-presidente executivo do grupo. A rede varejista lançará oficialmente um
programa no Dia do Meio Ambiente, em junho, destinado a estimular os
consumidores a reduzirem a utilização de sacolas plásticas em prol das
retornáveismbustíveis.
5 -Petrobras
Uma iniciativa
que começou no Com-plexo Petroquí-mico do Rio de Janeiro, em Ita-boraí, será
levada para todas as operações da Petrobras. Trata-se da Agenda 21, que propõe
a formação de fóruns municipais de debates, unindo a empresa à iniciativa
pública e aos representantes das comunidades envolvidas.
Na prática, as
ações previstas pela Agenda 21 devem ser implementadas pelos governos locais,
regionais e nacionais, em articulação com os demais setores, como ONGs. Nesse
processo, a Petrobras atua apenas como um fomentador dos debates, contribuindo
para o desenvolvimento social e econômico das populações que vivem próximas às
unidades. Após um diagnóstico do município, ajudamos a elaborar um
planejamento, com foco no desenvolvimento sustentável, afirma Frosini.
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